Consultores EBS Oracle e-Business Suite

A chinese lion statue

Apresentação

O meu objetivo ao escrever este blog não é oferecer mais uma fonte de referência tradicional sobre o Oracle E-Business Suite. Algumas das fontes que encontrei são excelentes do ponto de vista técnico. Outras, do ponto de vista de negócios. Quase todas estão no idioma inglês.

O que desejo é colocar aqui um material fácil de ser lido e compreendido por usuários e usuários-chave que terão que lidar com o EBS no dia-a-dia, mas que ficam fragilizados porque as referências que encontram hoje são inadequadas, não se encaixando nos conhecimentos de idiomas ou de informática, muitas vezes exageradamente alto para um público cujo fim não é informática técnica. Espero que as pessoas que tem na informática apenas um meio para realizar o seu trabalho encontrem aqui, senão toda a resposta, pelo menos uma orientação para as suas dúvidas.

Também objetivo colocar uma ou outra informação interessante para o pessoal de informática que inicia no mundo EBS.

Desde já, peço desculpas por não poder responder emails com dúvidas. Ocorre que encontro-me no meio de um projeto e mal tenho tempo para atualizar o blog, responder dúvidas então, ficaria impossível neste momento.

Sejam bem-vindos.

Customizações e Depencência entre Objetos

Júlio 28 de julho de 2010

É uma boa prática utilizar um owner diferente dos existentes no EBS quando desenvolvemos uma customização, pois desta forma mantemos o ambiente organizado e fica fácil saber o que é uma customização e o que faz parte do sistema original.

Durante o desenvolvimento de customizações complexas, que envolvem diversas tabelas e packages novas, é relativamente comum não documentarmos tudo o que fazemos (quem trabalha com programação e prazos apertados entende do que estou falando). Porém, em um determinado momento precisamos fazer o repasse para que a nova customização seja colocada no ambiente de produção. Nesta hora podemos ter problemas, pois como não está tudo documentado, podemos esquecer de exportar algum objeto, e a customização não poderá ser aplicada pelos ATGs.

Existem softwares que auxiliam neste processo, extraindo todos os objetos que fazem parte da customização para que a mesma possa ser aplicada em outro ambiente, porém, nem sempre temos estas ferramentas à disposição.

Nestes casos, o select abaixo pode ser útil, pois ele lista a relação de objetos dos quais depende o objeto informado, e se utilizarmos um owner exclusivo para customizações, esta consulta nos traz apenas os objetos customizados que criamos, facilitando a contrução do repasse:


SELECT X.*
FROM  (
  SELECT OWNER, TYPE, REFERENCED_OWNER, REFERENCED_NAME, REFERENCED_TYPE
  FROM   DBA_DEPENDENCIES
  WHERE  NAME = 'NXS_AR_001_K' -- Nome do objeto que queremos procurar
 ) X
WHERE  X.OWNER = 'NXS' -- Owner que criamos para colocar nossos objetos customizados
ORDER BY TYPE, REFERENCED_TYPE, REFERENCED_NAME


O select traz as dependências diretas do objeto NXS_AR_001_K, porém, nem sempre isto é suficiente, pois os objetos listados também podem ter suas dependências. Utilizando este select como base, podemos criar um script que lista todas as dependências envolvidas na customização, mas isto já é assunto para outro post.

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Chaves Primárias (PK’s) do módulo INV – I

Marcos 31 de março de 2010

Uma das grandes dificuldades para quem vai trabalhar com EBS é entender como as tabelas se relacionam, suas chaves e suas principais colunas. Dando sequência ao módulo INV, vemos abaixo uma relação com as chaves primárias das principais tabelas deste módulo.

Tabela

Chave Primária

INV.MTL_ABC_ASSGN_GROUP_CLASSES

ASSIGNMENT_GROUP_ID, ABC_CLASS_ID

INV.MTL_ABC_ASSIGNMENT_GROUPS

ASSIGNMENT_GROUP_ID

INV.MTL_ABC_ASSIGNMENTS

INVENTORY_ITEM_ID, ASSIGNMENT_GROUP_ID, ABC_CLASS_ID

INV.MTL_ABC_CLASSES

ABC_CLASS_ID

INV.MTL_ABC_COMPILE_HEADERS

COMPILE_ID

INV.MTL_ABC_COMPILES

INVENTORY_ITEM_ID, COMPILE_ID

INV.MTL_ATP_RULES

RULE_ID

INV.MTL_ATTR_APPL_DEPENDENCIES

APPLICATION_ID, ATTRIBUTE_NAME

INV.MTL_BIS_INV_BY_PERIOD

INVENTORY_ITEM_ID, ACCT_PERIOD_ID, ORGANIZATION_ID

INV.MTL_CATALOG_SEARCH_ITEMS

GROUP_HANDLE_ID, INVENTORY_ITEM_ID, ORGANIZATION_ID

INV.MTL_CATEGORIES_B

CATEGORY_ID

INV.MTL_CATEGORIES_TL

CATEGORY_ID, LANGUAGE

INV.MTL_CATEGORY_ACCOUNTS

ORGANIZATION_ID, CATEGORY_ID, COST_GROUP_ID, SUBINVENTORY_CODE

INV.MTL_CATEGORY_SETS_B

CATEGORY_SET_ID

INV.MTL_CATEGORY_SETS_TL

CATEGORY_SET_ID, LANGUAGE

INV.MTL_CATEGORY_SET_VALID_CATS

CATEGORY_SET_ID, CATEGORY_ID

INV.MTL_CC_SCHED_COUNT_XREFS

CYCLE_COUNT_SCHEDULE_ID, CYCLE_COUNT_ENTRY_ID

INV.MTL_CC_SCHEDULE_REQUESTS

CYCLE_COUNT_SCHEDULE_ID

INV.MTL_CC_SERIAL_NUMBERS

SERIAL_NUMBER, CYCLE_COUNT_ENTRY_ID

INV.MTL_CC_SUBINVENTORIES

CYCLE_COUNT_HEADER_ID, SUBINVENTORY

INV.MTL_COMMODITY_CODES

COMMODITY_CODE_ID

INV.MTL_CONSIGNED_DIAG_ERRORS

RECORD_ID

INV.MTL_COPY_ORG_INTERFACE

GROUP_CODE, ORGANIZATION_CODE

INV.MTL_COUNTRY_ASSIGNMENTS

ZONE_CODE, TERRITORY_CODE

INV.MTL_CROSS_REFERENCES

INVENTORY_ITEM_ID, ORGANIZATION_ID, CROSS_REFERENCE_TYPE, CROSS_REFERENCE

INV.MTL_CROSS_REFERENCES_INTERFACE

INVENTORY_ITEM_ID, ORGANIZATION_ID, CROSS_REFERENCE_TYPE, CROSS_REFE

INV.MTL_CROSS_REFERENCE_TYPES

CROSS_REFERENCE_TYPE

INV.MTL_CST_ACTUAL_COST_DETAILS

LAYER_ID, TRANSACTION_ID, ORGANIZATION_ID, COST_ELEMENT_ID, LEVEL_TYPE, TRANSACTION_ACTION_ID

INV.MTL_CST_LAYER_ACT_COST_DETAILS

TRANSACTION_ID, ORGANIZATION_ID, LAYER_ID, INV_LAYER_ID, COST_ELEMENT

INV.MTL_CST_TXN_COST_DETAILS

TRANSACTION_ID, ORGANIZATION_ID, COST_ELEMENT_ID, LEVEL_TYPE

INV.MTL_CUSTOMER_ITEMS

CUSTOMER_ITEM_ID

INV.MTL_CUSTOMER_ITEM_XREFS

CUSTOMER_ITEM_ID, INVENTORY_ITEM_ID, MASTER_ORGANIZATION_ID

INV.MTL_CYCLE_COUNT_CLASSES

ABC_CLASS_ID, CYCLE_COUNT_HEADER_ID

INV.MTL_CYCLE_COUNT_ENTRIES

CYCLE_COUNT_ENTRY_ID

INV.MTL_CYCLE_COUNT_HEADERS

CYCLE_COUNT_HEADER_ID

INV.MTL_CYCLE_COUNT_ITEMS

CYCLE_COUNT_HEADER_ID, INVENTORY_ITEM_ID

INV.MTL_DEFAULT_CATEGORY_SETS

FUNCTIONAL_AREA_ID, CATEGORY_SET_ID

INV.MTL_DEMAND

INVENTORY_ITEM_ID, DEMAND_SOURCE_HEADER_ID, DEMAND_SOURCE_TYPE, DEMAND_SOURCE_LINE, DEMAND_ID

INV.MTL_DEMAND_HISTORIES

INVENTORY_ITEM_ID, PERIOD_TYPE, ORGANIZATION_ID, PERIOD_START_DATE

INV.MTL_DESC_ELEM_VAL_INTERFACE

INVENTORY_ITEM_ID, ELEMENT_NAME

INV.MTL_DESCR_ELEMENT_VALUES

INVENTORY_ITEM_ID, ELEMENT_NAME

INV.MTL_DESCRIPTIVE_ELEMENTS

ITEM_CATALOG_GROUP_ID, ELEMENT_NAME

INV.MTL_EAM_ASSET_ACTIVITIES

ACTIVITY_ASSOCIATION_ID

INV.MTL_EAM_ASSET_ATTR_GROUPS

ASSOCIATION_ID

INV.MTL_EAM_ASSET_ATTR_VALUES

INVENTORY_ITEM_ID, SERIAL_NUMBER, ATTRIBUTE_CATEGORY

INV.MTL_EAM_LOCATIONS

LOCATION_ID

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Tabelas do Módulo de Inventário

Marcos 23 de março de 2010

Pesquei a seguinte relação de vários pontos da web: metalink, alguns blogs e foruns. O mix deu nisto aí debaixo:

Tabelas do módulo Inventory
MTL_SYSTEM_ITEM_B Inventory item definitions
MTL_SYSTEM_ITEMS_TL Translations table table holding item descriptions in multiple languages
MTL_SYSTEM_ITEMS_INTERFACE Inventory Items Open Interface table
MTL_PARAMETERS Inventory control options and defaults
MTL_SECONDARY_INVENTORIES Subinventory definitions
MTL_CATEGORIES_B Code combinations table for item categories
MTL_ITEM_CATEGORIES Define item assignments to categories
MTL_CATEGORY_SETS_B Category Sets
MTL_CATEGORY_SET_VALID_CATS Valid categories for category sets
MTL_ITEM_CATALOG_GROUPS_B Item catalog “groups;” it’s the code combinations table for item catalog groups.
MTL_MATERIAL_TRANSACTIONS Material transaction table
MTL_MATERIAL_TRANSACTIONS_TEMP Temporary table for processing material transactions
MTL_TRANSACTIONS_INTERFACE Gateway for externally generated material transactions
MTL_TRANSACTION_REASONS Inventory Transaction Reasons Table
MTL_TRANSACTION_TYPES Inventory Transaction Types Table
MTL_TRANSACTION_LOTS_INTERFACE Temporary lot storage for transaction processor
MTL_TRANSACTION_LOTS_TEMP Temporary lot numbers holding table
MTL_TRANSACTION_LOT_NUMBERS Transaction lot numbers
MTL_CROSS_REFERENCES Assign cross references to items
MTL_ABC_ASSGN_GROUP_CLASSES Assigns abc classes to abc groups
MTL_ABC_ASSIGNMENTS Assigns items to abc classes in an abc group
MTL_ABC_ASSIGNMENT_GROUPS Defines abc groups
MTL_ABC_CLASSES Inventory ABC classes
MTL_ABC_COMPILES ABC descending value compile data
MTL_ABC_COMPILES_EFC Euro as a Functional Currency Archive
MTL_ABC_COMPILE_HEADERS ABC compile header data
MTL_ABC_COMPILE_HEADERS_EFC Euro as a Functional Currency Archive
MTL_ACTUAL_COST_SUBELEMENT Stores the material overhead subelements
MTL_ACTUAL_COST_SUBELEMENT_EFC Euro as a Functional Currency Archive
MTL_ATP_RULES ATP computation rules
MTL_ATTR_APPL_DEPENDENCIES Dependencies between item attributes and Oracle products
MTL_BIS_INV_BY_PERIOD BIS table that stores inventory turns data by organization, accounting period and Inventory item id for open periods and closed periods
MTL_CATALOG_SEARCH_ITEMS Items returned by item searches
MTL_CATEGORIES_TL Categories table holding translated Description column for Item Categories
MTL_CATEGORY_ACCOUNTS Asset and expense accounts by item category, by subinventory
MTL_CATEGORY_SETS_TL A table holding translated Name and Description columns for Category Sets
MTL_CC_ENTRIES_INTERFACE Cycle Count Entries Interface data
MTL_CC_INTERFACE_ERRORS Cycle Count Entries Interface process errors
MTL_CC_SCHEDULE_REQUESTS Defines cycle count schedule requests
MTL_CC_SCHED_COUNT_XREFS Cross references count entry requests
MTL_CC_SERIAL_NUMBERS Serial Numbers for Cycle Count Entries.
MTL_CC_SUBINVENTORIES Defines subinventories to be used in subinventory level cycle count
MTL_CI_INTERFACE Customer Items Interface
MTL_CI_XREFS_INTERFACE Customer Items Cross References Interface
MTL_COMMODITY_CODES Customer item commodity codes
MTL_COPY_ORG_INTERFACE Generate Inventory Organizations
MTL_COUNTRY_ASSIGNMENTS stores information concerning the assignment of countries to economic zones.
MTL_CROSS_REFERENCES_INTERFACE (not currently used)
MTL_CROSS_REFERENCE_TYPES Define cross reference types
MTL_CST_ACTUAL_COST_DETAILS Actual cost information by element, by level
MTL_CST_ACTUAL_COST_DETAIL_EFC Euro as a Functional Currency Archive
MTL_CST_LAYER_ACT_COST_DETAILS Actual cost information by element, by level
MTL_CST_TXN_COST_DETAILS The cost of a transaction by element, by level
MTL_CST_TXN_COST_DETAILS_EFC Euro as a Functional Currency Archive
MTL_CUSTOMER_ITEMS Customer item Information
MTL_CUSTOMER_ITEM_XREFS Relationships between customer items and inventory items
MTL_CYCLE_COUNT_CLASSES Defines cycle count classes
MTL_CYCLE_COUNT_CLASSES_EFC Euro as a Functional Currency Archive
MTL_CYCLE_COUNT_ENTRIES Defines cycle count entries
MTL_CYCLE_COUNT_ENTRIES_EFC Euro as a Functional Currency Archive
MTL_CYCLE_COUNT_HEADERS Defines cycle count header information
MTL_CYCLE_COUNT_HEADERS_EFC Euro as a Functional Currency Archive
MTL_CYCLE_COUNT_ITEMS Defines items to be used in cycle count
MTL_DEFAULT_CATEGORY_SETS Default category set for a particular functional area
MTL_DEMAND Sales order demand and reservations
MTL_DEMAND_HISTORIES Sales order demand and reservations
MTL_DEMAND_INTERFACE Temporary demand storage for the transaction processor
MTL_DESCRIPTIVE_ELEMENTS Descriptive element definitions for an item catalog group
MTL_DESCR_ELEMENT_VALUES Stores the descriptive element values for a particular item
MTL_FORECAST_RULES Forecast rules for forecast processes
MTL_INTERCOMPANY_PARAMETERS Inter company relationships
MTL_INTERFACE_ERRORS Item open interface errors
MTL_INTERFACE_PROC_CONTROLS I nterface Processes Control Parameters
MTL_INTERORG_PARAMETERS Inter organization relationships
MTL_INTERORG_SHIP_METHODS Relationships between shipping networks and shipment methods
MTL_ITEM_ATTRIBUTES I tem attributes table
MTL_ITEM_ATTRIBUTES_TEMP Temporary Table specifically for item attributes copy form
MTL_ITEM_CATEGORIES_INTERFACE Item Category Open Interface “table;” used to load item assignments to category sets and categories into Oracle Inventory.
MTL_ITEM_LOCATIONS Definitions for stock locators
MTL_ITEM_LOC_DEFAULTS Inventory item receiving and shipping locator default values
MTL_ITEM_REVISIONS Item revisions
MTL_ITEM_REVISIONS_INTERFACE Item revisions interface
MTL_ITEM_STATUS Material status definitions
MTL_ITEM_SUB_DEFAULTS Inventory item receiving and shipping subinventory default values
MTL_ITEM_SUB_INVENTORIES Item subinventory assignments
MTL_ITEM_TEMPLATES Item template definitions
MTL_ITEM_TEMPL_ATTRIBUTES Item attributes and attribute values for a template
MTL_ITEM_VALUES_TEMP Holds Item Attributes and their values. Used in the Item Attributes Copyform.
MTL_KANBAN_CARDS Kanban Cards
MTL_KANBAN_CARD_ACTIVITY Kanban Card Activity
MTL_KANBAN_CARD_PRINT_TEMP Temporary table used to print kanban cards
MTL_KANBAN_PULL_SEQUENCES Kanban Pull Sequences
MTL_KANBAN_TEMPLATES
MTL_LOT_NUMBERS Lot number definitions
MTL_MANUFACTURERS Define manufacturers
MTL_MATERIAL_STATUSES Inventory status definition. Used by WMS only
MTL_MATERIAL_STATUSES_B Base table for inventory status definitions. Used by WMS
MTL_MATERIAL_TXN_ALLOCATIONS Unit allocations among repetitive schedules
MTL_MFG_PART_NUMBERS Define manufacturer part numbers
MTL_MGD_INVENTORY_POSITIONS Stores the data sets built for on line display or for export
MTL_MOVEMENT_PARAMETERS Movement parameter values
MTL_MOVEMENT_STATISTICS Stores all relevant information for movement statistics transactions.
MTL_ONHAND_QUANTITIES FIFO quantities by control level and receipt
MTL_ONHAND_QUANTITY_TEMP Temporary table for on hand quantity queries
MTL_ORG_REPORT_TEMP Multi organization inventory report temporary table
MTL_PAC_TXN_COST_DETAILS Transaction details for a period
MTL_PENDING_ITEM_STATUS History of item status assignments
MTL_PHYSICAL_ADJUSTMENTS Physical inventory adjustments
MTL_PHYSICAL_INVENTORIES Physical inventory definitions
MTL_PHYSICAL_INVENTORY_TAGS Physical inventory tag definitions
MTL_PHYSICAL_SUBINVENTORIES Physical inventory specific subinventories
MTL_PICKING_RULES Picking Rule Definitions
MTL_PLANNERS Planner code definitions
MTL_PURGE_HEADER Transaction history purges
MTL_RELATED_ITEMS Item relationships
MTL_REPLENISH_HEADERS Replenishment header information
MTL_REPLENISH_HEADERS_INT Replenishment header interface information
MTL_REPLENISH_LINES Replenishment line information
MTL_REPLENISH_LINES_INT Replenishment line interface information
MTL_RESERVATIONS Reservations
MTL_RESERVATIONS_INTERFACE Reservations Interface
MTL_RTG_ITEM_REVISIONS Routing revisions
MTL_RTG_ITEM_REVS_INTERFACE Routing revisions interface table
MTL_SAFETY_STOCKS Safety stocks
MTL_SALES_ORDERS Local definitions of sales orders
MTL_SEASONALITY_INDICES Seasonality indices
MTL_SECONDARY_LOCATORS Item subinventory locator assignments
MTL_SERIAL_NUMBERS Serial number definitions
MTL_SERIAL_NUMBERS_INTERFACE Temporary serial number storage for transactions processor
MTL_SERIAL_NUMBERS_TEMP Temporary serial number holding table
MTL_SHORT_CHK_PARAM Shortage Parameters
MTL_STATUS_ATTRIBUTE_VALUES Item status code attribute values
MTL_SUMMARY_TEMP Transaction summaries
MTL_SUPPLY Stores incoming supply information
MTL_SUPPLY_DEMAND_TEMP Temporary table containing ATP details returned from ATP user exit
MTL_TXN_COST_DET_INTERFACE Stores transaction cost by element and by level for transactions to be imported through the transaction interface
MTL_TXN_REQUEST_HEADERS Move Order headers table
MTL_TXN_REQUEST_LINES Move order lines table
MTL_TXN_SOURCE_TYPES Valid transaction source types
MTL_UNITS_OF_MEASURE_TL Unit of measure definitions
MTL_UNIT_TRANSACTIONS Serial number transactions
MTL_UOM_CLASSES_TL Unit of measure classes
MTL_UOM_CLASS_CONVERSIONS Conversions between base units of two different classes
MTL_UOM_CONVERSIONS Unit of measure conversion table for both default and item specific conversions
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Tabelas de interface por módulo – I

Marcos 19 de março de 2010

GL
——————————
GL_BUDGET_INTERFACE
GL_DAILY_RATES_INTERFACE
GL_IEA_INTERFACE
GL_INTERFACE
GL_INTERFACE_CONTROL
GL_INTERFACE_HISTORY

AP
——————————
AP_INTERFACE_CONTROLS
AP_INTERFACE_REJECTIONS
AP_INVOICES_INTERFACE
AP_INVOICE_LINES_INTERFACE

AR
——————————
AR_PAYMENTS_INTERFACE_ALL
AR_TAX_INTERFACE
HZ_DQM_SYNC_INTERFACE
HZ_PARTY_INTERFACE
HZ_PARTY_INTERFACE_ERRORS
RA_CUSTOMERS_INTERFACE_ALL
RA_INTERFACE_DISTRIBUTIONS_ALL
RA_INTERFACE_ERRORS_ALL
RA_INTERFACE_LINES_ALL
RA_INTERFACE_SALESCREDITS_ALL

FA
——————————
FA_BUDGET_INTERFACE
FA_INV_INTERFACE
FA_PRODUCTION_INTERFACE
FA_TAX_INTERFACE

INVENTORY
——————————
MTL_CC_ENTRIES_INTERFACE
MTL_CC_INTERFACE_ERRORS
MTL_CI_INTERFACE
MTL_CI_XREFS_INTERFACE
MTL_COPY_ORG_INTERFACE
MTL_CROSS_REFERENCES_INTERFACE
MTL_DEMAND_INTERFACE
MTL_DESC_ELEM_VAL_INTERFACE
MTL_EAM_ASSET_NUM_INTERFACE
MTL_EAM_ATTR_VAL_INTERFACE
MTL_INTERFACE_ERRORS
MTL_INTERFACE_PROC_CONTROLS
MTL_ITEM_CATEGORIES_INTERFACE
MTL_ITEM_CHILD_INFO_INTERFACE
MTL_ITEM_REVISIONS_INTERFACE
MTL_ITEM_SUB_INVS_INTERFACE
MTL_OBJECT_GENEALOGY_INTERFACE
MTL_RELATED_ITEMS_INTERFACE
MTL_RESERVATIONS_INTERFACE
MTL_RTG_ITEM_REVS_INTERFACE
MTL_SECONDARY_LOCS_INTERFACE
MTL_SERIAL_NUMBERS_INTERFACE
MTL_SO_RMA_INTERFACE
MTL_SYSTEM_ITEMS_INTERFACE
MTL_TRANSACTIONS_INTERFACE
MTL_TRANSACTION_LOTS_INTERFACE
MTL_TXN_COST_DET_INTERFACE

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As principais áreas de negócios abrangidas pelo EBS

Marcos 10 de julho de 2009

areas_de_negocios

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Implantações de EBS – II

Marcos 25 de junho de 2009

Continuando o post anterior, faremos mais algumas observações práticas sobre cuidados interessantes a se ter ao implantar um ERP.

Nro 3: É importante conhecer o tipo de trabalho que será feito pelos implementadores. Os tipos de trabalhos podem ser:

  • parametrizações: onde usamos certas telas do próprio produto para dizer como este deve se comportar. No mundo ideal, dos sonhos, as implantações são feitas apenas usando parametrizações, o produto permanece o mais original possível e o cliente usufrui dos processos nativos da ferramenta, já testados e aprovados em N ambientes diferentes.
  • personalizações: também chamadas “forms personalizations”, onde alteramos algumas coisas nas próprias telas, mas usando um recurso oferecido pelo próprio EBS. Alterações mais “light” podem ser feitas deste modo e o suporte da Oracle permanece muito feliz ao atender o cliente.
  • customizações: quando construímos novos programas e anexamos no EBS ou substituímos algo do sistema por uma rotina que nós mesmos construímos. Desconfie quando clientes falarem mal do produto e você constatar que centenas ou milhares de customizações foram feitas. Ou o cliente conseguiu o quase milagre de realmente ser muito diferente, ou está usando módulos do EBS que não funcionam direito para o seu país ou a fase de mapeamento de processos foi mal conduzida.

Nro 4: Deve-se ter em mente que, ao comprar um produto como o EBS, o vendedor (no caso, a Oracle) prestará suporte à empresa. Entretanto, quanto mais o produto original for alterado (ou seja, quanto mais customizações forem feitas), mais difícil será o suporte e mais problemas isto trará a empresa no seu dia-a-dia. Por isto, somente customizações realmente necessárias devem ser feitas.

Nro 5: Ainda falando de customizações, é comum em todas as empresas a sensação de que “o nosso caso é único”, e por isto tenta-se moldar perfeitamente o produto à empresa. Ocorre que muitas vezes esta sensação não é correta. Por exemplo, uma montadora de automóveis tem como “fim” produzir automóveis. Ali está a sua expertise, o seu diferencial. Nada justificaria, nesta análise hipotética de primeiro momento, que houvessem customizações na área contábil. Ora, contabilidade é contabilidade em qualquer parte do mundo. Há formas de fazê-la corretamente usando os recursos do EBS, sem necessitar construir ou alterar programas. Uma customização na parte contábil de uma montadora de automóveis teria que ser muito bem analisada, pois é quase certo que o custo x benefício neste caso fosse favorável à empresa se moldar ao produto e não o contrário.

Nro 6: Sobre a questão dos processos de negócios, deve-se lembrar que o EBS é utilizado em centenas de empresas no mundo todo, ou seja, muitas das melhores práticas do mercado estão colocadas nele, de forma que a empresa pode se beneficiar disto, especialmente se sofre com um certo grau de “bagunça” em suas operações.

Nro 7: os ERP’s quase sempre substituem um sistema corporativo. O sistema antigo que será substituído é chamado usualmente de “legado”. Uma coisa muitíssimo importante e facilmente esquecível é a consistência dos dados do legado. Quando o EBS é parametrizado para receber os dados dos fornecedores, por exemplo, diversas regras como endereços, cep’s, inscrições estaduais e municipais, são configuradas. No momento em que transportamos os dados do legado para o EBS, se as informações estavam incompletas, erradas ou duplicadas, é assim que elas virão no nosso procedimento de carga e vários problemas podem ocorrer, inclusive atrasos de cronograma pela impossibilidade de carregar os dados daquela forma. O uso de um “Data Clean” pode ser a solução para este caso. Há consultorias especializadas em prestar este serviço de correção de dados para que estes possam depois ser carregados corretamente.

Nro 8: o Brasil possui algumas coisas bem peculiares, como a Nota Fiscal, um documento extremamente importante aqui. Isto pode ser problemático principalmente para produtos desenvolvidos no exterior, como é o caso do Oracle EBS e do SAP. Por este motivo, ao buscar fornecedores destes produtos ou consultorias que os implementem, não esqueça de dar uma atenção toda especial às conversas onde o fornecedor deverá apresentar as soluções para os problemas que necessitem ser corrigidos ou contornados referentes à NF’s.

Por hora era isto. Novas observações podem ser abordadas em posts futuros, já que este é um assunto delicado.

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Implantações de EBS – I

Marcos 6 de maio de 2009

A implantação de um ERP (EBS, no nosso caso) costuma ser uma etapa traumática na vida de uma empresa. Não que não haja implantações tranquilas, mas em geral não são. Julgo que a principal causa disto seja o fato de que a empresa nunca tenha implantado um programa deste porte antes. Ou seja, é provável que marinheiros de primeira viagem tenham enjôo neste mar revolto, mesmo que tenham lido bastante sobre o mar.

Por este motivo, vou tentar alertar sobre algumas coisas que acho essenciais.

Nro 1: É preciso escolher com cuidado os participantes do projeto. São eles:
  • os gerentes de projeto: o ideal é que sejam dois gerentes FULL TIME, um por parte da empresa-cliente e outro por parte da consultoria que fará a implantação.
  • os analistas funcionais: normalmente consultores de alguma software-house especializada em implantações de EBS. A consultoria deverá apresentar o currículo de cada consultor, para evitar-se a situação onde pessoas sejam enviadas para “aprender” a implantar a ferramenta e o cliente seja a cobaia.
  • os usuários-chaves: são pessoas com experiência nas diversas áreas que receberão o EBS. Precisam ter o conhecimento e a disponibilidade suficientes para ajudar na implantação. Falo isto porque algumas vezes ocorre de os supervisores de cada área liberarem o funcionário “mais livre” ou que “faz menos falta”. Ou seja, ao invés de mandar um dos melhores, escolhem outro. Como ficará o produto que eles usarão depois de ter sido adaptado por pessoas que não são especialistas nas suas áreas? certamente haverá perdas. Também não funciona a estratégia de “part-time”, já que demandas urgentes sempre aparecem e o usuário-chave acaba perdendo o foco no projeto.
  • desenvolvedores: devem conhecer as ferramentas Oracle (no caso da versão R11: Forms e Reports 6i), além de SQL e PL/SQL, linguagens utilizadas internamente por estas ferramentas.
  • DBA: o administrador de banco de dados também será utilizado exaustivamente em algumas etapas da implantação, principalmente para configurar ambientes e clonar bases de dados.
  • administrador do sistema: normalmente um dba ou analista de sistemas que se especializará em manter funcionando o EBS através da gerência de algumas atividades, como monitorar performance e concorrentes de execuções.
Nro 2: É preciso fazer um amplo levantamento dos processos da empresa que serão incorporados pelo projeto. Sabendo com exatidão como funciona a empresa (ou seja, como são os seus fluxos de negócios), implantadores conseguirão configurar o EBS de forma a que ele espelhe este funcionamento (ou seja, que tenha boa aderência). Esta etapa pode produzir bons frutos para qualquer empresa, mesmo as que não estão implantando um ERP, pelo simples motivo de que, se a empresa não for muito bem organizada, há uma tendência de afastamento entre os setores, que passam a funcionar como ilhas isoladas. Como os processos normalmente envolvem mais de um setor, o entendimento correto do que acontece NO TODO pode ser prejudicado. Por este motivo, não raro naquelas reuniões de emergência para resolver algum problema, assistimos à pessoas de diferentes departamentos travarem um grande debate até chegar a um consenso sobre o que realmente o “processo atual” faz, para só depois partir-se para a correção do tal problema.
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O que é o ERP Oracle E-Business Suite (EBS)

Marcos 23 de abril de 2009

O EBS é um grande conjunto de aplicativos de negócios interligados que visa atender empresas em âmbito local ou global (ou seja, é um ERP). Ele está integrado por uma série de módulos, cada um procurando abranger uma área de negócio. O objetivo é fornecer uma série de recursos, como por exemplo:

  • gestão dos ativos, envolvendo o patrimônio e os demais ativos da empresa, em todo o seu ciclo de vida
  • gestão de relacionamento com o cliente
  • gestão de projetos
  • gestão de compras
  • gestão de vendas
  • gestão financeira/contábil
  • gestão da produção e do ciclo de vida dos produtos
  • gestão da cadeia de suprimentos, envolvendo preços, transporte, logística e pedidos
  • gestão dos processos de manufatura
  • gestão de recursos humanos
  • operacionalização de tudo que foi falado acima

As versões R11 e R12 são as mais atuais do EBS, sendo que mudanças significativas ocorreram entre uma e outra. No caso da versão R11, vários programas foram construídos em java, algumas rotinas em C, a grande maioria das telas feitas em Oracle Forms 6i e quase todos os relatórios feitos em Oracle Reports 6i.
Isto significa que, tanto os desenvolvedores envolvidos no projeto, como os analistas funcionais, precisam ter conhecimentos de SQL, a linguagem interna destes aplicativos Oracle. Para os desenvolvedores também é necessário conhecer estas ferramentas de desenvolvimento e a linguagem PL/SQL.

Para se ter uma idéia de tamanho, basta dizer que a versão 11 deste ERP possui:
  • mais de 24 mil tabelas
  • mais de 28 mil views
  • mais de 37 mil packages
  • mais de 17 mil classes java
  • mais de 300 views materializadas
  • mais de 9  mil sequences
São necessários também 3 ambientes, pelo menos. Um será o ambiente de produção, que é o sistema que a empresa usará no dia-a-dia. Ele é o mais importante e todos os trabalhos visam fazer com que seja o mais íntegro, rápido e disponível possível. Normalmente é um ambiente de alta disponibilidade, que ficará fora do ar pouquíssimas vezes, pois a empresa depende dele para funcionar com agilidade. Há também o ambiente de Homologação. Usuários e analistas farão os seus testes e validações dos programas nele, antes de liberarem para o usuário final. Para isto, ele deve ser um clone do ambiente de produção. Por último, é necessário ter um ambiente de desenvolvimento, onde os desenvolvedores e analistas funcionais farão os ajustes necessários no EBS para que atenda as necessidades da empresa.
A interação entre os três ambientes ficaria assim:
  1. após o levantamento, analistas, programadores e usuários-chave ajustam o produto para uso pela empresa no ambiente de desenvolvimento
  2. cada ajuste terminado é enviado para o ambiente de homologação, onde os usuários podem testar à vontade o que foi feito, de forma a ter segurança de que atende à necessidade e não causará problemas ao ser colocado em produção
  3. o que é aprovado em homologação pode ser colocado em produção, o que significa que está pronto para uso e disponível para as áreas
É importante saber também que o EBS é um software que deve ser parametrizado, ou seja, que pode funcionar de várias formas diferentes. O objetivo é permitir que ele se molde adequadamente à forma como a empresa funciona.
Veremos adiante mais algumas observações especificamente sobre implantação de ERP’s e EBS.
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Erro ao abrir o EBS no Mozilla Firefox

Marcos 14 de abril de 2009

Se você possui na mesma máquina várias versões de java e está tentando abrir o EBS no navegador Mozilla Firefox, pode estar encontrando um erro semelhante ao abaixo:

11

A causa mais provável é que você não tenha instalado o plugin solicitado. Para fazer isto, basta clicar em “click here” (na figura acima), baixar e instalar o plugin.

Outra causa possível deste problema ocorre quando o Mozilla está utilizando uma versão incompatível do runtime Java (JRE) com o plugin. Isto ocorre porque o firefox vem configurado para procurar e utilizar a versão mais recente do java instalado no seu computador. Para verificar a versão do Java que o Firefox está utlizando, você deve abrir o Firefox e, no menu, acessar a opção Ferramentas > Complementos e selecionar a aba Plugins:

5

Para corrigirmos este problema, fazemos o seguinte:

1. vamos até o diretório onde está instalada a versão do java que desejamos

2. copiamos do seu diretório “bin” os arquivos NP*.dll (vide abaixo)

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3. colamos estes arquivos na pasta “plugins” do Mozilla:

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4. reiniciamos o Mozilla e informamos na barra de endereços “about:config”. Filtramos por “plugin.scan.sun” e alteramos o valor para 1.9 ( ou outra versão, superior a versão atual do java existente), para que ele assuma a versão que foi copiada para a pasta “plugins” ( os arquivos NP*.dll copiados acima )

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5. Reinicie o Mozilla e pronto! Agora você pode acessar o EBS à partir dele, mesmo tendo outras versões de java na sua máquina. Isto é especialmente interessante para ambientes onde se usa o ERP da Oracle (que possui uma exigência de versão de java), mas também se desenvolve programas utilizando versões mais recentes da plataforma java.

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O que é um “ERP”

Marcos 8 de abril de 2009

Em palavras simples, um ERP consiste de uma série de programas que trabalham juntos, formando um único pacote, e que objetiva informatizar toda uma empresa ou, pelo menos, boa parte dela.

Imagine algumas décadas atrás, quando as primeiras corporações iniciaram o seu processo de automação. Naquele tempo, cada empresa iniciava por um setor, que poderia ser, por exemplo, o departamento de recursos humanos ou a contabilidade, sem se preocupar muito com os demais setores. Depois disso, novo projeto, nova área, novos cadastros. Quanto maior o número de empregados, a complexidade dos processos e o volume de tarefas, maior a chance de a mesma pessoa existir em um cadastro de empregados, outro de fornecedores e outro de clientes. E para piorar, com um código diferente em cada um deles. Como não havia integração, só depois o setor de compras descobria que o setor de vendas havia criado outro cadastro. Duplicidade. Se a empresa tivesse várias filiais, quantos códigos o mesmo fornecedor teria?

Buscando alternativas para este tipo de problema, chegamos a percepção de que os sistemas computacionais de uma mesma empresa deveriam ser o mais integrado possível. Surgiram metodologias, como a análise estruturada e a modelagem entidade-relacionamento, que buscavam fornecer um ambiente computacional sem informações repetidas ou contraditórias. Também nesta época, houve um grande crescimento das empresas de informática, especializadas em construir soluções para terceiros. Bons produtos foram aparecendo no mercado, cada vez com abrangência maior. Surgiram os primeiros ERP’s. As companias brasileiras podiam contar com SAP, Datasul e Microsiga, entre outros, e, mais recentemente, com o Oracle Financials. Com o passar dos anos, a Oracle agregou novos produtos ao Oracle Financials, e a esta evolução deu o nome de Oracle E-Business Suite.

Comprar um ERP pode trazer grandes benefícios ou grandes prejuízos. Em primeiro lugar, é necessário ter em mente que é um investimento de grande vulto. Em seguida (e vamos falar mais sobre implantação de ERP’s em outro post) queria mencionar que o objetivo de se implantar um ERP é obter exatidão nas informações da empresa, evitar duplicidades, ter um ambiente mais “redondo”, mais fácil de manejar, com menor dependência de uns poucos indivíduos “que conhecem o que foi feito”.

Há, além disso, a noção de que uma empresa administrada por um software reconhecido no mercado é mais “transparente” aos investidores, e isto é ótimo para empresas de capital aberto ou em vias disto. Teoricamente, um ERP já consolidado foi “provado” em uma grande quantidade de empresas, cada qual com a sua realidade própria, e por isto possui a correta capacidade de se moldar à realidade da empresa que pensa em adquirí-lo. Há empresas, inclusive, que possuem certa desorganização e que veem na implantação de um ERP a oportunidade para um recomeço de forma mais organizada.

Os líderes do mercado mundial de ERP’s são o SAP e o Oracle E-Business Suite (EBS). Veremos o EBS nos próximos posts.

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